Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Frio, Porquês e Super-Homem

O inverno chegou e aquele friozinho bom também... E eu tricotando e crochetando sempre que tenho um tempinho livre - tempo esse que anda um tanto escasso, já que Caique entrou na fase dos 'porquês' (gente, como cansa) e na fase 'super-homem' (sabe aquela fase onde a criança acha que é super forte, super rápida, super tudo?). Então o meu dia, desde a hora que ele acorda até a hora que ele vai dormir, é mais ou menos assim:

- Mamãe, por que a girafa caiu?
- Porque ela tropeçou...
- Por que ela tropeçou?
- Porque ela não viu a pedra...
- Por que ela viu a pedra não?
- Porque ela tava conversando com a amiga...
- Por que ela tava conversando?
- CAIQUE, EU VOU TE AMORDAÇAR!!!!!
- Por que você vai fazê isso com o Cacá?
- Porque você é doido, Caique...
- Cacá é doido não, Cacá é super forte!
- Ah, é super forte? Então vai guardar os seus brinquedos no seu quarto...
- Por que Cacá vai guardar os brinquedos no quarto?
- ... (eu, arrancando os cabelos e esmurrando as paredes)

Juro, juro mesmo, que cansa...

Assim que eu tiver um tempinho, vou postar fotinhos do que eu ando tricotando e crochetando com muito esforço entre um porquê e outro...

Domingo, 10 de Maio de 2009

História de Mãe


Nunca me imaginei ficando grávida quando era mais nova. Nunca nem me imaginei casando com ninguém. Aliás, gravidez e casamento eram coisas que me provocavam um certo terror. Tinha na minha cabeça que eu ia viajar muito, beijar muito, e quando me cançasse ia adotar um monte de pimpolhos já gerados e carregados por outras criaturas 'menos afortunadas'.

Daí que casei, uma coisa meio rápida demais pra digerir. Conheci, me apaixonei, em quatro meses já estava noiva e cinco meses depois estava casando. É, foi o tempo de uma gestação - um total de nove meses desde o início do namoro até o casamento. Um ano depois, esqueci de tomar a pílula e engravidei. Cólicas intermináveis, enjôo, azia e muita dor. Era uma gravidez tubária e quase me fui pro lado de lá nessa história. Tive certeza que esse negócio de engravidar não era pra mim, mas ficou lá uma vontadezinha de tentar de novo, uma vontade meio masoquista de arriscar passar outro trauma desses.

Alguns anos depois, depois de várias tentativas frustradas, voltei pra pílula. Entrei pro Templo e os Guias iniciaram um trabalho de cura e reestruturação comigo. E foi então que minha avó faleceu, e no meio de todo o ritual de preparação do corpo, velório e enterro esqueci a pílula de novo. Sem problema - não engravidei durante anos sem a pílula, um mês sem tomar com certeza não ia ser problema nenhum.

E engravidei de novo. Com o perdão às mulheres que já nascem com aquele instinto materno, a gravidez foi para mim uma experiência um tanto desagradável. A azia, o enjôo, o inchaço, tudo me trazia desconforto. Quando senti o nenê mexer a primeira vez me senti a Sigourney Weaver no filme "Alien, o Oitavo Passageiro". Me achava um tanto ridícula conversando com a barriga, o que eu fazia religiosamente toda noite, pra ter certeza que o bebê não ia se sentir rejeitado ou qualquer coisa do tipo. Me desesperava pensando que eu não tinha o tal do 'instinto materno' e que tinha que dar um jeito de encontrar o dito cujo rápido antes do pequeno nascer.

Lá pro sétimo mês, já estava me acostumando com Caique mexendo e chutando minhas costelas o tempo todo. Aí veio o desespero de não querer que ele saísse da barriga. Não queria que ele nascesse de jeito nenhum. Queria que ele ficasse dentro da barriga mais uns 3 anos (tipo gravidez de elefanta, que era mais ou menos como eu já estava me sentindo mesmo). Medo de tudo que ele ia ter que enfrentar depois de nascer e medo de não dar conta do recado. Medo de não conseguir largar dele quando a hora chegasse.

Quase três anos depois continuo com medo de não dar conta, mas tô aqui, tentando engravidar de novo... Porque nesses 2 anos e 5 meses do Caique, ninguém na minha vida inteira me fez sorrir ou rir mais do que ele (com excessão do Rafi, que chega perto, mas esse não é meu e não passa todos os dias comigo... rs). Porque eu olho pra ele e sei o que eu vim fazer aqui. Porque quero que ele tenha pelo menos um irmão pra cuidar dele que nem minhas irmãs cuidam de mim. Porque é amor demais da conta...

Internet Lenta?

Daí que meu marido chega em casa com a seguinte história que um funcionário dele contou:

Meu filho entra em casa correndo gritando:
- Pai! Pai! Eu vi uma lesma lá fora e corri pra buscar sal pra tacar nela! Aí eu saí e a lesma tinha sumido!
Aí eu falei:
- Ô, filho, tu é baiano mesmo, hein? A lesma foi mais rápida que você...

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A Internet aqui em casa está assim desse jeitinho - numa preguiiiiii....

Peço desculpas aos amigos que não estão recebendo resposta para os e-mails - só estou respondendo coisas urgentes e outras coisas quando a Internet colabora. Peço desculpas aos amigos dos messenger com quem eu não consigo falar (também por falta de tempo), mas não consigo baixar e-mails e me manter conectada no messenger ao mesmo tempo.

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Essa é a segunda vez que posto esse post. O original era bem mais comprido, mas devido à lentidão do meu servidor, quando mandei publicar deu erro e, pra minha surpresa, não havia nenhum rascunho salvo na minha página de edição de postagens...

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Alguém pode me recomendar outro provedor que não seja esse do combo (tv a cabo, internet e telefone fixo)? Alguém? Please?

Domingo, 3 de Maio de 2009

Pérola (Estilo Mr. Bean)

Dia quente, daqueles típicos do cerrado, a Angie sai do trabalho pra buscar a filha, Amanda, na casa da sogra (desculpa Sis, ex-sogra). Repara de relance que um dos vizinhos das casas da frente está lavando o carro. Para o carro na frente da casa e entra pra buscar a pequena. Decide, de última hora, levar primeiro a bolsa com as coisas da Amanda.

- Kátia, eu vou primeiro ligar o ar-condicionado do carro porque tá muito quente. Aí eu volto pra pegar a Amanda.

Abre a porta do passageiro e coloca a bolsa no banco. Com preguiça de dar a volta pra ligar o ar, se inclina por cima da bolsa (quem tem filho sabe que essas bolsas de bebê costumam ser enormes, principalmente se a mãe for paranóica e neurótica), coloca a chave na ignição e gira...

... e o carro começa a andar. De repente se dá conta que deixou o carro engatado e se desespera, enquanto o carro começa a descer a rua, ela ainda inclinada sobre a bolsa, os pés frenéticos pra acompanhar o ritmo do carro. Tenta puxar o freio de mão, mas já está puxado. De repente tem uma idéia que pode acabar com a aflição de estar parcialmente dentro de um carro em movimento - se impulsiona pra frente na tentativa de alcançar o pedal do freio com a mão. E, é claro, dá errado (não seria uma pérola da Angie se desse certo).

Com uma altura incrível de 1,53m (e olha que ela é a mais alta das três irmãs), a única coisa que ela consegue é ficar com os pés fora do chão, mas a mão não chega nem perto de alcançar nenhum dos pedais. O carro agora desce a rua, com a porta aberta, duas pernas esticadas e balançando pra fora da porta, e minha irmã mais desesperada ainda. E num ato de desespero, resolve desligar o carro na chave... (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, desculpa sis, não aguentei)

O carro para, ela respira fundo. Desce do carro e constata que ele parou uns cinco centímetros do portão da última casa da rua. Se ajeita disfarçadamente como se nada tivesse acontecido, dá a volta no carro pra levar o carro de volta ao ponto de partida. Quando olha pro lado, repara que o vizinho que estava lavando o carro, segura a mangueira de costas pra rua e se sacode e treme inteiro na tentativa de disfarçar a gargalhada presa na garganta. "Gordinho filho da mãe!!!", ela pensa enquanto manobra o carro na frente da casa da sogra (ex-sogra). "Nem pra me ajudar!"

Desce do carro de novo. A sogra está na porta.

- Ué, Baixinha! O que você tá fazendo?

- Nada não... Só tava manobrando o carro....

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Ziqueziras Eletrônicas

Primeiro foi a máquina de lavar: vieram, levaram embora e devolveram mais quebrada (e as roupas amontoando). Levaram embora de novo - ficou lá, de folga, quase duas semanas, por conta do feriado de carnaval.

Depois foi a televisão. Morreu jovem, dormindo. Desligamos antes de dormir, e de manhã não ligava mais. Levaram a pobrezinha e devolveram tinindo - por dois dias. Dois dias depois morreu de novo, do mesmo jeito.

E antes que a televisão pudesse voltar, a internet pifou. Eu achei que fosse o modem, já que as luzinhas só acendiam quando ele ficava inclinado, mas o que é que eu entendo de modem, internet e computadores? Os técnicos falaram que era o meu computador, a placa de rede, pra ser mais exata. Esse ainda estava na garantia, então foi lá passear na autorizada. Me ligaram falando que o problema era o sistema operacional, o Windows Vista, que apesar de ser novinho não era compatível com meu provedor de internet. Então tá, né? Faz backup de tudo e instala o XP. O computador voltou, outro sistema operacional, mas a internet continuou na mesma, rápida que nem lesma andando no sal... E dois dia depois, o computador morreu... é, assim, do nada. Sem aviso, sem tela azul, sem nada... Voltou pra autorizada e tiveram que trocar a placa mãe (a culpa é sempre da mãe).

Nesse meio tempo, minha câmera digital morreu - acidente etílico. Mas não foi a câmera quem bebeu. Foi minha irmã. Mirou a câmera nela mesma, fez pose com meu primo, e quando foi apertar o botão, apertou com força demais e lá foi a câmera pro chão...

A televisão voltou, funcionando direitinho, mas me apaixonei por outra enquanto ela estava fora e agora ela está aqui, no canto da sala, esperando um novo dono. O computador voltou, a internet continuou dando problema, os técnicos vieram, trocaram o modem e problema resolvido. A câmera voltou bonitinha do concerto e estão todos de volta ao trabalho...

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Olho gordo? Maré de azar? Talvez... Talvez só o prazo de garantia das coisas se esgotando... Mas me deu saudades da época em que eu era criança, quando as geladeiras ficavam alí, no mesmo lugar 20 anos e a única coisa que estragava era a borracha. Ou quando pifava alguma coisa, era só dar umas pancadas em cima, dos lados que a coisa pegava no tranco. Ou quando o sinal da antena da tv ou do rádio ficavam ruins, minha vó corria na cozinha e voltava com um pedacinho de bom bril (1001 utilidades), e colocava na ponta da antena e a imagem da novela ficava uma maravilha...

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Comprei uma webcam, que não é compatível com alguma coisa no meu computador, aí tenho que reinstalar toda vez que vou usar... Tudo bem, quase não uso mesmo...

Terça-feira, 17 de Março de 2009

Dicionário de Caiquês

Para os amigos que vem visitar sempre e nem sempre conseguem entender esse dialeto tão único.
Para que eu não esqueça com os passar dos anos, porque mãe também esquece...

miminho - amiguinho
ombizu - ônibus
fiiz - feliz
pepe - batata
mami - banana
Uó - Rafa
Pachú - Patife
Pauá- Paula
Quiido - Querido (vulgo Solano)
feixe - peixe (mistura de peixe com 'fish')
tintando - pintando (racicínio lógico e básico: tinta - tintando)
pua - pula
dógui - droga (não, não é cachorro em inglês)
maiélo - amarelo
fussica - fusca (anteriormente chamado de fussi)
Totoô - Totoro (personagem de desenho animado)
Punho - Ponyo (também personagem de desenho)
Diódi Cuioso - George, O Curioso (também chamado de Cuios Diódi - Curious George)
baco - barco
cami - cama
casi - casa
águ - água
peixe faqui - peixe 'faca' (não sei existe, mas seguindo a lógica do Caique deve existir, já que existe peixe-agulha e peixe-espada)
quio - esquilo
poco pinho - porco espinho (quando ele come peixe, ele engasga com o 'porco espinho' na garganta)
uva - uva
úuva - luva
mei - pode ser meio ou meia de usar no pé
mãe águ - Yemanjá (também chamada de 'Manjá)
Bêtyan - (junção de Batyan com Beth, ou seja, Vovó Beth)
Ôan - Roland (o avô materno)
fikikaki - furikaki (encontrado em lojas de produtos japoneses - é uma delícia)
gigibi - gengibre
dont - donut ou doughnut
coate - chocolate
fante - elefante
té - quer
téo - quero
Téi - Kelly (como ele me chama quando perde a paciência)
gáfo - garfo
róus - Halls, a bala (ele gosta do preto)
pôpo - biscoito
tí - aqui
Ampi Kin - Relâmpago McQueen
tisita - esquisita
fone - telefone
cofone - microfone
papo - sapato
pampi - tampa
Údi - Woody
Bâz Áit I - Buzz Lightyear
Nêgui - Nêga (Amanda)

Caiquês Latin

Batmum - Batman
ótimum - ótimo
rápidum - rápido
últimum - último

P.S. - Updates serão feitos aqui mesmo nesse post para não ter que criar vários ao longo dos anos...

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Mãe Coruja

Caique, dá um sorriso...


Que toda mãe, tia, madrinha, vó é coruja eu sei, mas eu me esforço muito pra não ser dessas mães corujas que acha que o filho é tudo de bom, perfeito, etc. etc... Mesmo porque isso não é bom pra mãe nem pro filho - a mãe é 'pega de surpresa' quando 'descobre' que o filho não é perfeito (e não existe mecanismo de defesa que funcione quando isso acontece - dói e dói muito porque, afinal de contas, a culpa é sempre da mãe) e o filho se frustra demais tentando ser tudo que os pais acham que ele é... Nem sempre consigo atropelar a coruja que me habita, mas tento, tento muito. Enfim, chega desse papo de pseudo-psicóloga e vamos ao que interessa.

Caique é escorpiano, e como todo bom escorpiano tem um gênio, vamos dizer, difícil... Mas como é um signo de água (e muita gente se foca só na imagem do escorpião com o ferrão), é uma doçura sem fundo quando quer. Esse quando quer é muito importante, porque apesar das broncas, castigos e afins, ele só faz o que quer e quando quer. Não, isso não quer dizer que ele é mal-educado, ou um monstrinho, mas até quando está se comportando arranja um jeito de deixar bem claro que está se comportando porque quer, não porque alguém está mandando nele. Quando quer deixar claro que não quer, obedece mas desconversa, finge que não tá nem aí e assim por diante. Então, retificando, Caique não é sempre essa doçura toda que a foto aí debaixo deixa transparecer...

Mas (agora vem o momento coruja, corujona, corujíssima) ele tem os seus momentos e momentos grandiosos, diga-se de passagem, que me fazem ir por céu e voltar e voltar por céu de novo. Dia desses, assistindo Sky Kids (sim, é um filme um tanto violento pra um menino de 2 anos, mas não vou entrar nas minhas teorias pessoais de mãe) com Caique no meu colo e, em uma das cenas de mais adrenalina fiquei nervosa. Ele, percebendo meu 'distress' visível, olhou pra mim, com cara séria, e perguntou:

- Mamãe, medo?
- É, meu bem, mamãe tá com medo... (rs)

E ele, parecendo ter muito mais do que os dois aninhos de idade que ele tem, segurou meu rosto com as duas mãos, me fez olhar nos olhos dele e disse:

- Mamãe, olha Cacá. Medo não.

E enconstou minha cabeça no ombro dele até ter certeza de que a cena tinha acabado e que estava tudo bem. Aí puxou minha cabeça (pelos cabelos, nada de delicado nessa hora) e disse:

- Viu? Viu só? Medo não... Miminho (amiguinho) fiiz (feliz)... Agoa mamãe fiiz também (agora mamãe feliz também)... (dedinho indicador levantado pra enfatizar a ordem)

É, Caique não é essa doçura toda, mas quando tem seus momentos, arrasa...

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Caiu da Mudança...

Precisa explicar?

©2007 Suzanne Woolcott Por Elke di Barros